20.8.12

Alteração de morada

O Fachada de Tardoz reformulou-se:
http://fachadadetardoz.tumblr.com/

Bom proveito!

1.1.12

Bom ano 2012

“Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exacta para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afectos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar."

Victor-Marie Hugo (Besançon, 26 de fevereiro de 1802 — Paris, 22 de maio de 1885)

20.8.11

Na varanda

Desejo a maior sorte do mundo para quem vê o mundo - a vida - em linha recta porque vão precisar. Não é preciso ser um activista fundamentalista ambiental para compreender que somos apenas nós e a Natureza. Gostava se ser pescador, ou navegador, ou protector de um farol mas se tiver que continuar engenheiro e vier a ser administrador tanto me faz, serei sempre eu na minha mais pura essência, consciente de que tudo se resume às prioridades primárias, sorrir sempre e fazer feliz a pessoa que vive comigo.


11.3.11

Corrida Dia do Pai

"Chegaram ao notável número de 12 mil as inscrições para a próxima edição, a oitava, da EDP Gás Corrida Dia do Pai, que vai ter lugar no próximo domingo, 13 de Março, nas ruas do Porto, com partida e chegada na Praceta do Molhe. O avolumar das inscrições mais recentemente prenunciava já este sucesso antecipado, pelo que ficam a partir de agora encerradas as inscrições para a prova principal do evento, a corrida de 10km destinada a federados e populares nascidos em 1991 ou antes, pelos motivos logísticos compreensíveis. No entanto as inscrições para a mini – caminhada/corrida de 6 km que completa o evento podem continuar a processar-se, pelo que todos os interessados ainda dispõem de um lapso de tempo considerável para o efeito."
(in http://www.runporto.com)

9.3.11

A comunicação Assertiva

Parte 1:
http://www.youtube.com/watch?v=AdXGIxoF204&feature=related
Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=Sqpr5T9Tbmo&NR=1

11.2.11

Champagne supernova

Estou num bunker no Barreiro e longe do mundo. Nada do que sinto é físico e tudo o que é espiritual vai para além do que já imaginei ser possivel sentir. Se tivesse que morrer de overdose era aqui o sítio perfeito. Se tivesse que pintar, a tela ficava escura. Se tivesse que desenhar, pegava no lápis e esboçava um apartamento na Apúlia com muitos pontos lá dentro, cada ponto simbolizava todas as coisas que têm e que me dão significado. É desses pontos que tenho saudades. Um dos pontos era muito maior que os outros e tinha uma seta a sair do mesmo para fora dos limites da folha até parar na minha mão esquerda. Se olhasse com mais atenção o ponto afinal seria uma estrela...um sol.

30.1.11

Guitar Hero

Um vício explosivo. A demência!
Lembro-me das noitadas rpg do Diablo colocar uma luva na mão direita para não gelar, mas daí a ter que aquecer os pulsos e os dedos antes de pegar numa guitarra de plástico de um videojogo...ou ir ao Colombo de propósito só para jogar Warriors of Rock na Fnac e tornar-me amigo dos gunas lisboetas de 14 anos, é o degredo. Cheguei a jantar pizza no T3 do Barreiro com o Luís (outro maluco) só para competição, para mal dos ouvidos do Hugo e do Leandro que queriam descansar. Ok, assumo, sou o Ricardo Pinto e sou viciado.
Playlist favorita:
The Cure - Fascination Street - nível expert
Dire Straits - Sultans Of Swing - nível hard
Lynyrd Skynyrd - Call Me the Breeze (Live) - nível hard
Rammstein - Du Hast - nível hard
Sublime - What I Got - nível expert
Ted Nugent - Stranglehold - não vejo a hora de ter o World Tour na Wii
Tenho receio é da poluição sonora para os vizinhos mas vão ter que aguentar até que a mini guitarra avarie. Torna-se dificil explicar mas é do ritmo de vida/trabalho intensivo que este jogo se alimenta porque é um dos hobbies ideais para libertar a mente dos problemas quotidianos, fornece uma entrada de 15/30 minutos para um mundo musical paralelo que absorve toda a concentração do jogador: és tu, os botões e o ecrã.
ps: cheguei a conhecer um jogador que se levantou às 6:30h para jogar Bohemian Rhapsody (Queen) sem som na tv para não acordar niguém. Mas é claro que aí aconselhamos tratamento psiquiátrico.


1.1.11

XIII Meia Maratona Manuela Machado

Inscrevam-se na meia ou na mini. Eu já o fiz! Depois da corrida vamos surfar para o Cabedelo :)

18.12.10

Surf – Um estilo de vida

Já tinha prometido, neste mesmo blog, escrever mais sobre surf.
Tenho 27 anos e comecei a praticar desporto muito cedo. Não me lembro do ano em que dei o primeiro pontapé numa bola de futebol, mas sei perfeitamente que calcei o meu primeiro par de patins aos 5 anos de idade. Desde esse momento que nunca pensei vir a apaixonar-me tanto por alguma forma de desporto tal a minha adoração ao hóquei em patins, que pratiquei até aos 24 anos. Mas com o iniciar no mundo do trabalho surgiu um novo amor incondicional, um novo estilo de vida, algo que me fez desistir das noites sem fim e das consequentes ressacas matinais, algo que me queimava o pescoço e a face em dias de Inverno, uma explosão de sensações ao som das ondas e brisa marinha: descobri o surf na praia do Cabedelo em Viana do Castelo. Depois de o descobrir, explorei. Depois de o explorar, viciei-me. E a partir daí os destinos aos fins-de-semana são muitos: Matosinhos, Aguçadoura, Ofir, Afife, Vila Praia de Âncora, Arrifana, Sagres, Costa da Caparica, Astúrias, etc.
O surf tem tanto de radical como de zen. Tanto aprecio um surfista aos saltos com uma 6’ 2’’ como outro a deslizar dezenas de metros pela espuma numa longboard. Posso estar num spot deserto, no Inverno à chuva, com um maravilhoso beachbreak só para mim como posso estar numa praia hardcore, no Verão ao sol maravilhoso, apinhada de miúdas giras e com dezenas de pranchas para um só pico. Em qualquer das situações todos vão sair a ganhar pelo sorriso que vão espelhar ao pôr-do-sol ou na fogueira nocturna sobre a areia.
O surf permite-me admirar a praia do lado do oceano; dá-me uma chapada de água fria às 9h da manhã na primeira onda que furo a remar para o outside; dá-me por vezes um arco-íris na onda que inicia a quebra à minha frente; tira-me o ar se falho o take off e me embrulho no volume de água do qual a força aprendi a não subestimar; tira-me do sério quando o mar está flat.
Qualquer pessoa que viva com o desporto e que seja aliada da Natureza alcança com simplicidade a felicidade. Com o surf consigo atingir o meu estado Nirvana.

17.12.10

Açores - Turismo sustentável









Sabia que os Açores tinham sido consideradas as segundas melhores ilhas do Mundo para o turismo sustentável (a classificação foi da revista National Geographic Traveler em 2007. Um painel de 522 peritos em turismo sustentável analisou 111 ilhas ou arquipélagos em todo o mundo). Mas nunca teria sentido o significado desta classificação senão tivesse viajado a S. Miguel, Faial e Pico, em Julho deste ano. É de facto uma viagem sui generis, uma experiência particular e de certa forma excêntrica, passo a explicar o porquê:
Na minha modesta opinião, de turista ordinário, os Açores não são para passear nas ruas das cidades locais (são quase desertas), não são para as compras (praticamente não vi shoppings ou ruas de elite), não são para ganhar cultura em monumentos, museus e igrejas (poucos sítios têm internet e quase tudo está fechado), não servem para aprender hábitos nativos (as pessoas não são demasiado hospitaleiras para o turismo, não por antipatia mas sim porque adoram a terra onde vivem e tentam conservá-la natural ao máximo), não servem para sair à noite (os bares são muito friendly, pouco underground, pouca loucura), ou seja, nada do que fazemos quando viajamos na Europa se aplica nos Açores. Mas em contrapartida, o arquipélago dos Açores é perfeito para caminhadas em percursos pedestres fenomenais, é perfeito para fotografia (nunca vi tantos tons de côr verde), é perfeito para pesca submarina e observação de vida marinha. O azul do mar era diferente de todos os azuis que conhecia. Há bastante surf. Existem muitos ciclistas de montanhismo. Os iatistas pelo Mundo tem obrigatoriamente de parar no Peter's Café, na Horta (pesquisem na internet), sítio que tem o melhor gin tónico que alguma vez bebi na vida. Um piquenique num miradouro em S.Miguel é lindo! Nunca tinha sentido um clima temperado igual (a humidade relativa é tão perfeita que tanto estava bem de t-shirt como de casaco na mesma hora do dia), a brisa mima o corpo. A gastronomia é fantástica, de lamber os dedos em todas as refeições (quer peixe fresco, quer carne tenra).
Sim, pareço um funcionário público açoriano que trabalha no posto de turismo local :) mas de facto, queria por poucas palavras tentar transmitir a minha experiência nas ilhas e aconselhar o principal: nunca viagem para os Açores sem um objectivo "sustentável" para o tempo que vão permanecer no meio do Atlântico. Caso contrário arriscam-se a passar o tempo a ver relva e vacas por todo o lado e morrer de tédio no Paraíso.

PS: o meu objectivo foi a fotografia ;)


27.9.10

Next ride :)

http://www.corridadotejo.com

8.9.10

Próximo desafio!

Os meus amigos que quiserem participar que me avisem. Eu realizo a inscrição e arranjo casa.
Abraço

1.9.10

Estive lá nos dois :)


Artigo "3 meses dst" (já lá vão 3 anos!)

Há 3 anos atrás escrevi o artigo infra para a minha empresa. É engraçado aperceber-me/constatar de que afinal cada ano pareceu um mês. Na minha profissão o tempo é relativo, é mais que exacto e concreto no planeamento da obra e perde-se na escala tornando-se abstracto na vida social. Embora, pese o meu agrado ao encontrar o meu artigo perdido nas minhas memórias virtuais, não mudava nem uma só palavra se o escrevesse agora mesmo. Acrescentava sim um paragrafo descrevendo o poder da gestão económica e liderança. Em 2007 nem sonhava com estes dois termos, hoje reconheço que não basta a cordialidade entre todos os intervenientes da obra, é necessário bater as cartas de trunfo: dinheiro, assertividade de discurso, mapa/esboço estratégico bem definido.

3 meses dst
Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes!" Isaac Newton.
Uma das minhas frases preferidas, alegórica à aprendizagem, alusiva à humildade, de certa forma a filosofia que tenho seguido na dst através dos engenheiros mais experientes que se cruzam comigo e me contagiam com os conceitos “garra”, “inteligência”, “eficácia”, “perspicácia” e muitos outros indefectíveis na minha maneira de ser engenheiro. Não basta o talento para jogar, é necessário o treino com afinco e um bom treinador para ensinar e apostar na hora certa. A todos os meus treinadores engenheiros, o meu obrigado ainda corrente.
Gosto da imagem que a dst transmite e da forma crescente como começa a surgir a sua própria cultura. Conheci a imagem dst na universidade, através das jornadas de Engenharia Civil e desde logo fiquei com a letra “t” vermelhinha implícita nas minhas perspectivas futuras de mercado de trabalho. O facto de escrever este artigo é por si só gratificante pois significa que estou a participar na tal cultura que me refiro.
Felizmente, porque começo a gostar da adrenalina, desde que entrei nos quadros da dst contacto com a obra no meu dia-a-dia. Para minha surpresa a gestão com a componente humana é mais do que essencial. No fundo todos os funcionários, sejam engenheiros, serventes, encarregados, manobradores ou outros aliam-se a uma causa: a concretização da obra nos prazos e requisitos construtivos impostos. Aprendi que este mecanismo só é possível com o respeito de todos por todos.
É impressionante a quantidade de informação assimilada logo nas primeiras semanas: os termos, os pormenores construtivos, os nomes pessoais, a gestão do tempo, a insegurança, a especulação, etc. Foram três meses intensos que espero terem contribuído para o desafio dos próximos três.
Nome: Ricardo Luís de Azevedo Pinto
Nº de funcionário: 882
Departamento: Construção Civil 1